Day #119: vida social retorna ao topo das paradas!

domingo, 8 de novembro de 2009

Esta é a minha manchete de hoje. Depois de dormir cinco horas de ontem (festa de debutante da priminha) pra hoje (francês - mas lógico que cheguei atrasada), o dia não parou!

Encontro especialíssimo com Mariana, almoço, Benedito, andar por aí e fuçar antiguidades e novidades bacanas, tomar um cafézinho.... Encontrar a Carol! Depois de tudo isso, casa, troca de roupa, telefonemas e... pimba! Filial. Delícia de chope. Delícia de conversa.

Pra fechar a noite, Ó do Borogodó mais Carol, Thays e Flávia. Presenças sensacionais. Formamos um time campeão - e isso vocês verão logo mais em um projeto que esta por vir.... vamos dominar o mundo! :)

- Ei,Cérebro, o que vamos fazer esta noite?


Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xnenhum, delícia totalX
E amanhã, não percam:
Xum dia mais quietimX

Day #118: début

sábado, 7 de novembro de 2009

"Début", em francês, é início, começo. "Débutant" ou "'débutante" é O iniciante ou A iniciante, respectivamente. Em português debutante é praticamente a mesma coisa, segundo Houaiss:
"que ou o que debuta:
1    que ou o que se inicia em alguma atividade
1.1    que ou o que se inicia na vida social"


Se formos mais a fundo, veremos a etimologia (origem) da palavra, que justamente vem do francês:

"Etimologia
fr. débutant,ante (1782) 'estreante, em geral', (1767) 'pessoa que estréia em cena', (met.sXX) 'moça que faz sua estréia no mundo social'; part.pres. do v. fr. débuter 'debutar'; 1871 é a data para o s.2g."

O que quer dizer a estréia de uma moça no mundo social?

"A partir do seu "debut", a jovem moça passava a freqüentar reuniões sociais, a usar roupas mais adultas e tinha permissão para namorar. Normalmente, na recepcão dos convidados, a garota usava um vestido bonito e simples, cheio de detalhes infantis, e depois da meia noite usava um lindo vestido de gala para dançar a valsa com seu pai; tudo para representar que ela deixava de ser menina para se tornar uma mulher." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Debutante)

Tornar-se mulher. Não fiz baile de debutante. Preferi que meus pais me ajudassem a viajar pra Inglaterra em 2007, três anos depois, quando eu já tinha 18 e claro poderia aproveitar MUITO mais a viagem. Foi assim. Debutei em outras coisas aos quinze. Mas não vamos entrar em detalhes...

Simplesmente baile de debutante, para me apresentar à sociedade, me traz uma carga histórico-social tão machista que eu não conseguiria.

Apesar disso, fiquei feliz em ver minha priminha querida, Rayssa, que era tão pequena que eu pegava no colo quando tinha uns oito anos de idade, comemorando com os amigos, o primeiro namorado, etc. e tal. Nostalgia. Lembrei das duas únicas festas de 15 anos de amigas das quais participei. Ficávamos imensamente felizes de poder beber vinho e champanhe sem sermos condenados por sermos menores de idade. Era bem bacana. Dançávamos até nos acabarmos, sem contar as imensas intrigas e fofocas de fulano que ficou com a sicrana ou que está afim do beltrano, etc.

Também reparei que os adolescente são desengonçados. Só eles não acham. Mas são bonitinhos justamente porque são desengonçados. Adolescência é massa pra caramba - fico feliz quando vejo a molecada aproveitando a deles. É isso aí galera, aproveitem mesmo que é bom! :)

Na retrospectiva da minha prima tinha uma foto minha, de vestido comprido, cabelo enorme e grosso, gorduchita, uns nove ou dez anos de idade. O que os anos 90 fazia com a gente não é? Depois na pista de dança rolou macarena (MACARENA! Na época a gente comprava o CD que tinha essa música, afffffeeeee!) e Robocop Gay. Minha prima e os amigos nem viram os Mamonas vivos! E sabiam a letra de cor! Não é lindo? Agora sei como aqueles velhinhos que conheci em Liverpool se sentiam comigo cantando Beatles feliz da vida - brasileira, ainda por cima - sob olhares suspeitos da população. Acho.

Bem, são três horas. Tenho francês mais ou menos daqui a pouco e fiz rien de devoir. Bisous!

Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xencarar a históriaX
E amanhã, não percam:
XreencontrosX

Day #118: a burca brasileira

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Olha, não quero ser repetitiva aqui. É que acabei de depilar meu buço (amanhã tem uma festa chiquetosa e não rola ir com marca de depilação né?). Dói. Deixa marca. E putamerda, não consigo simplesmente abandonar. Porque eu ainda acho que sou mais bonita sem buço e ainda me sinto horrorosa, unattractive e masculina com buço.

É tipo a burca ou o hijab (véu) - muitas mulheres usam porque concordam que é preciso usar, porque não conseguem abandonar e ficar bem com elas mesmas. E deve ser tão ruim quanto se depilar com cera sempre ou até pior. Estamos tão acostumadas com a cera que não reclamamos, achamos normal, não é? É.

Mas, enfim, estou me depilando tarde assim porque cheguei do happy hour. What a happy hour. De uma coisa eu não poderei reclamar nunca do meu emprego: os amigos e amigas que fiz. Ai, que povo legal! BEIJUGALERA!

Está chegando meu aneverçário. Ai. Vintitrêis. Soninho. Amanhã tentarei ir na piscina de manhã, depois de preparar aulas...

Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xdepilar o buço de madrugadaX
E amanhã, não percam:
Xfestchinha?X

Day #117: podrinha

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Muito calor.
Muito trabalho.
Muita dor de cabeça.

Parei por aqui. Nada demais hoje.
Tô podre.



Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
calor + trabalho
E amanhã, não percam:
passaporte?

Day #116: resoluções

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Acho que é o clima de ano novo astral - próxima terça faço 23 anitos! Ando numa vibe muito forte de resolver as coisas - que coisas? Oras, TUDO! :)

Queria resolver a parada do passaporte hoje e não consegui. Tinha ligado pro 0800-passaporte da PF e me informaram que se eu pagasse pela internet deveria levar o comprovante do pagamento, mas não necessariamente o boleto. Adivinhem o que aconteceu quando cheguei lá? Exato: precisava do boleto também. Perguntem agora se eu tinha levado o arquivo pra imprimir se precisasse? Nãããão. Até a atendente ficou com dó de mim, mas sem o número tal ela não conseguia acessar o sistema e achar meu pagamento (imaginem quantos pagamentos não são feitos em um dia naquela bagaça). Aí ela me deu uma autorização para voltar sem agendamento. Amanhã vou tentar ir num outro posto mais perto daqui, se não der quinta de manhã volto lá - fazer o quê, né?

Depois disso corri pra terapia. Foi diferente. Acho que eu não tinha muita coisa pra dizer, pra pensar... E minha terapeuta sacou que era o momento de abandonar um pouco o pensar. Estou tentando, acho que vou conseguir ter mais consciência corporal, sentir mais... Realmente meu intelecto tem me atrapalhado em alguns momentos. Mó bad. Mas força que vai!

Tirei uma soneca de tarde que eu queria que não acabasse nunca. Uma amiga muito querida queria almoçar comigo ou sair pra um café mas não ia dar tempo que eu precisava preparar aula e tinha uma reunião. A semana está atarefada. Ligo pra ela amanhã e marco algo pra um dia mais tranquilo e quando eu estiver com mais dinheiro, porque este final de semana fui à falência... Terei que pagar ainda o seguro do carro no dia 20, tô lascada. E a terapia. Ainda bem que meu pai às vezes pode me ajudar com o francês. Dinheiro, dinheiro, ai que difícil essa relação com você....

Mas logo arrumarei os documentos e venderei meu carro e ficará tudo lindo e belo e fantástico! :) Sem gastos com o carro e com uma graninha guardada - assim espero.

Novo estilo de vida.

Tô ultraansiosa pra viajar. Ai.

E foi aniversário da LETÍCIA.... fiz um versinho rimando LETÍCIA, PROPÍCIA, ESTRUPÍCIA, CARÍCIA e MORTÍCIA, hehehehehehehe... imaginem que terrible. Divertido. Mas gastei. Agora estou pobre de vez. Cabô.

Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xdinheiro x burocraciasX
E amanhã, não percam:
Xsoluções?X

Day #115: cinzas e sangue

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O tão esperado filme, estréia de Fanny Ardant na direção. Belíssimo. Tem um quê de "Abril Despedaçado"... Eu acho que ela e o Walter Salles devem ter se inspirado no mesmo lugar, seja lá qual for ele. Família, vingança, terra, sangue. É isso. Vale mais do que a pena a fila pra assistir as sessões de amanhã e quinta! Fechando a Mostra com chave de ouro!

De resto, um trabalho danado com a tradução que estou tentando miraculosamente fechar pro dia 10 de Novembro. Está muito difícil. Tem texto pra burro e demora pra burro. Nem preparei minhas aulas.

Sobre a viagem, passagens compradas, amanhã vou lá fazer meu novo passaporte. Mais detalhes da minha viagem (como minhas tentativas pra torná-la sustentável) estão no blog Mochilão Social Sustentável (http://mochilaosocialsustentavel.blogspot.com). Também lá detalhes de outras coisas que fiz hoje: Organizei meu orçamento, resolvi estadia e cursos que farei na França. Sejam mais que bem-vind@s pra conhecê-lo! :)

Bom falar com queridos amigos que moram na França e que poderei ver no ano que vem!

Agora de volta à realidade - amanhã passaporte, terapia, preparar aulas, reunião e aulas. Se não me engano alguém vai observar alguma das minhas aulas amanhã. Ah, depois eu descubro.


Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xtraduziiiirrr - detestooooX
E amanhã, não percam:
Xdia animado!X

Day #114: três mil acessos + Matisse na Pinacoteca e a crueldade

Leitores e leitoras queridos e queridas deste blog! Aqui está meu überobrigado pra vocês! Três mil acessos hoje! Que bacana!!! :) Estou felicíssima de saber que isto continua sendo relevante pra alguém mais além de moi-même! :)

Falando em Moi-Même, a França anda presente por aqui com essa história do Ano da França no Brasil né? Hoje fui ver a exposição do Matisse, na Pinacoteca. Amo morar em São Paulo. Gostei bastante da exposição e em breve coloco em algum dos meus blogs (www.marimoscou.blogspot.com) um textinho sobre a exposição. O que me chamou a atenção foi a quantidade de gente tirando fotos da exposição. Sempre achei que isso fosse proibido mas aparentemente, pelo menos nesta exposição, não era.

Engraçado. Para mim é impensável tirar fotos de uma exposição. Primeiro porque elas nunca saem boas e você pode normalmente baixar a mesma imagem numa qualidade superior na internet, caso deseje imprimir, guardar no computador, usar de screensaver, etc. Depois, porque quanto mais se olha para a obra, mais trivial ela parece ficar aos nossos olhos. Eu acho que a graça de ver uma exposição não é só a delícia de contemplar e conhecer um trabalho bacana de um artista bacana, mas sentir e pensar tudo que a obra desperta em você. Nunca saio pra uma exposição sem meu bloquinho de anotações.

Só que hoje me incomodou ver as pessoas tirando fotos. Talvez porque eu não tenha entendido o que elas estavam fazendo. Mas analisando mais profundamente consigo entender o por quê deste meu incômodo e o por quê destas diferenças de comportamento frente a uma exposição na Pinacoteca.

Um outro episódio me chamou a atenção, ilustrativo um pouco do que se passava ali: em determinado momento, as pessoas que passavam de uma sala para a outra da exposição começaram a formar uma espécie de fila (sim, fila) para ver cada quadro exatamente na mesma ordem, parando em pé exatamente nos mesmo pontos de observação, à mesma distância das obras. E foi preciso uma monitora da Pinacoteca avisar - "gente, não precisa fazer fila, tá?" - para que as pessoas entendessem que a circulação numa exposição é livre, que pode-se observar as obras de vários pontos de vista e em várias ordens. Resumo da ópera: o que me ensinaram desde pequena (que não precisa fazer fila, que não serve pra muita coisa fotografar, que é importante anotar, etc) jamais surgiu na vida daquelas pessoas. O que surgiu foram outras relações e formas de lidar com o que estava ali - o Matisse, a arte.

Não é fantástico?
E de onde vem esta determinação de que é preciso ver a exposição de um jeito ou de outro?

Infelizmente, depois de muito estudar, tenho esta resposta. E ela é bem cruel.

Penso a sociedade não só em termos socioeconômicos. Mas culturais. Existem, resumindo, alguns tipos de códigos que garantem acesso a determinados lugares de prestígio social. Estes códigos, diz-se são tanto o domínio da cultura considerada legítima (Matisse ou uma exposição de arte, por exemplo) quanto - ahá, aí está a fila da Pinacoteca e as fotos - a relação que se estabelece com esta cultura. A isto dá-se o nome de capital cultural. E ele só existe para manter a sociedade desigual. Quem escreveu isso bem antes foi o Pierre Bourdieu.

Resposta: a determinação de que é preciso ver a exposição de jeito X e não Y vem de que ver a exposição do jeito X garante acesso a lugares de prestígio social. Ao mesmo tempo (aí visto meu nariz de palhaça com este enigma que tento desvendar enquanto ser humano), estes lugares só têm mais prestígio social porque TODOS que estão dentro e fora deste lugares concordam que são lugares de maior prestígio. Que são melhores. E assim se propaga uma ideologia que sempre, sempre, vai beneficiar a classe dominante e ferrar com a classe dominada.

Fica outra dica do meu dia cultural: "Entre os Muros da Escola" ("Entre les murs"), um filma francês onde tudo isto que estou dizendo fica óbvio no sistema de ensino. E bora pensar o Brasil, né?


Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
Xenfrentar a teoria na práticaX
E amanhã, não percam:
Xultimo descansoX

Day #113: só o cinema salva

domingo, 1 de novembro de 2009

E mesmo assim nem salva muito. Fui assistir ao "A ONDA", filme alemão que NÃO está na Mostra, mas está em cartaz no HSBC Belas Artes. EU tinha assistido no avião quando voltava ou ia pra Coréia do Sul, mas nem se compara a ver no cinema né? E como o filme é muito excelente de bom, valeu ultra a pena.

O que me entristeceu é ver que cenas torturosamente dramáticas eram motivo de risada do público, que aparentemente não entendia bulhufas do que estava acontecendo - qual a gravidade da cena ou do fato pro resto da história. Em nenhuma das vezes que vi o filme dei risada e muito menos dessa. Dava vontade de lavantar no meio do cinema, acender as luzes e passar uma retrospectiva do Nazismo + ditaduras na américa latina pra ver se o povo se ligava. A história é um professor numa cidade alemã que tem que dar uma semana de aula sobre Autarquia (semana de estudos de sistemas de governo ou coisa que o valha) para uma molecada do Ensino Médio. Ele resolve fazer uma experiência prática que acaba dando em merda. Vale MUITO a pena assistir, galera. Fica aí a dica. Link no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1063669/

Aula de francês foi ok, almoço foi ok. Comprei um caderninho pras anotações da minha viagem e uma agenda 2010 (taí a dica do que não me dar de aniversário).

E, sim, aos curiosos que vieram ao blog hoje com este objetivo específico, conversei com o Namorado hoje. Não entrarei em detalhes porque a ferida é recente tanto pra mim quanto (imagino) pra ele - fica pra quem sabe um outro dia, ok? Mas, respondendo a eventuais perguntas, decidi ficar solteira.

Mais reflexões sobre este tema inevitavelmente surgirão. Não se afobem. E não se preocupem que eu estou bem. Prometo. Palavra de escoteira.

Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,

Mari Moscou



O maior desafio de hoje foi:
XrelacionamentoX
E amanhã, não percam:
Xmatisse?X