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Tem alguns dias em que simplesmente a melhor coisa a fazer é bodear. Por isso hoje bodeei. Bodeei de tudo. Não li o livro, não fiz exercício, não encontrei o Marcelo, não terminei o conto sobre Muruanina A Terra dos Gigantes, nada. Nada, nada, nada, nada.
Estou com TPM, uma TPM ferrada, zoada, atazanada. Mau-humorada. Dor de cabeça. Cansaço demais. Preocupações. Segunda quero estar melhor que começo a correr atràs de tudo, tudinho. Fiz meus planos na minha linda agenda de 2010 com capa de ilustrações originais do "Alice in Wonderland" do Lewis Carrol.
Um pouco de cólica. Um incômodo no útero. Um Mau-humor com minha mãe e minha irmã. Um mau-humor com a chuva. Um saco. Hoje eu tô um saco. De verdade. Não precisam me aguentar pois quero é que tudo vá pro mais profano inferno. Humpf.
Só consegui escrever um texto-crítica do filme "Lula - O Filho do Brasil" que postei no Política. Tava martelando já e tinha que sair antes que esquecesse tudo. Mas agora estou achando que o texto ficou um lixo. Bom, leiam e me digam.
Que eu vou é cair fora e ver se consigo descansar.
Vos deixarei em paz sem meu mau-humor.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: XTPM DO CAOX
E amanhã, não percam: XgrrrrrrrX
Apesar de no ano passado estar fazendo uma viagem bem bacana com pessoas queridas, por algum motivo (dã) o meu primeiro dia de 2010 parece significativamente melhor que o meu primeiro dia de 2009. Penso que deve ser tudo uma consequência da fase de vida pela qual passamos.
Depois de ter descoberto o tal do movimento dos meus ombros (vide Hey Jude), acho que tudo está uma delícia. Bem, sem estresse, gostoso, leve, fluido. Depois de cear com mamãe ontem, brindamos, descobrimos que do quarto da minha irmã dá pra ver os fogos da Paulista. Legal. Assistimos. Então fui até a Vila Guilhermina, literalmente do outro lado da cidade, pra uma outra festa...
Falamos, rimos, bebemos, entorpecemos.
Saí dali umas quatro e meia da manhã com o Otávio. Passamos a noite juntos. Passamos o dia juntos. Ficamos de bobeira sem fazer nada, almoçamos, assistimos ao filme do Lula, tomamos sorvete. Carinhos, beijinhos, gracinhas. Foi bem gostoso. Como eu falei - leve, fluido. Mesmo não tendo conseguido dormir muito bem de noite. Estou cansada, quebrada, detonada. Achei que nem teria forças pra escrever aqui. Consegui!
Combinei com a Barbara (flor) no Domingo de levarmos o Ricardo, filho dela, no Parque da Mônica. Amanhã estou combinando café com Martché querido, pra botar o papo em dia e devolver os CDs do Jamiroquai. A partir de segunda - trabalho. Não, não arrume outro emprego fixo. Mas terei de cuidar da venda do meu carro, preparativos pra viagem, escrever os contos finais, etc. etc. etc. Pode rolar um filme na casa da Kikks e do Saike amanhã se eles se animarem.
Estou de volta ao mundo. Se cuidem.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: Xnenhum; hoje foi só uma deliciaX
E amanhã, não percam: XreencontrosX
No ano novo rola a maior onda de olhar pro futuro né? Pois é; como eu sou do contra vou olhar pro passado. Na verdade passei 2009 inteiro olhando pro futuro e agora é mais do que hora de olhar pra 2009. Vamos lá!
No dia primeiro de Janeiro de 2009 eu estava no meio do nada, no Petar, me embebedando de caipirinha de terceira e cerveja de quinta com Anne (francesa chouchou), Cathy (luxemburguesa chouchou) e Nei (na época Namorado). Estávamos numa sinuca, que era a única coisa aberta por ali (na verdade era a única coisa por ali at all). Passamos num hotel onde não estávamos hospedados porque umas pessoas na rua nos convidaram e fiquei jogando sinuca com uma criança de seis anos que não sabia as regras. Depois voltamos e tive uma das minhas enormes crises com o meu ex-Namoro. Estas cenas estão aqui descritas com tantos detalhes pois são memoráveis; é o que eu fiz no começo de 2009. Agora serei mais genérica, com as outras coisas que eu fiz durante 2009.
Eu quis muito um emprego e me acabei para consegui-lo. Eu consegui um emprego que eu queria muito. Ganhei um salário legal. Voltei a morar em São Paulo. Fiz mudança de novo. Vendi minha geladeira, minha mesa e minhas cadeiras. Não consegui vender meu fogão. Me formei na Universidade pela primeira vez. Escrevi um projeto de mestrado já com saudades. Entrei no mestrado. Voltei a estudar francês e terminei o nível intermediário. Li pra caralho. Briguei com a minha mãe. Briguei com a minha irmã. Briguei com o meu irmão, que voltou pro Brasil. Vivi uma reconfiguração da família, dos meus dias, do meu tempo. Gostei em alguns momentos, detestei em muitos. Tive crises e mais crises com o meu namoro e com o meu namorado. Terminei e ele virou ex-Namorado. Chorei, chorei, chorei, chorei. Me senti sozinha pacas. Achei que tinha perdido meus amigos. Decidi fazer novos amigos. Fiz grandes novos amigos. Aprendi demais com eles. Elas, principalmente. Resgatei antigas amizades. Telefonei mais pras pessoas. Saí mais. Salvei minha vida social de um naufrágio à lá Titanic que estava em curso. Fiz terapia. Adorei minha terapeuta e sou grata demais por ela. Pensei sobre o mundo, sobre as mulheres, sobre os homens, sobre o amor. Me revoltei. Decidi que ai ficar com alguém. Tive um Sábado-Da-Auto-Estima que funcionou muito bem. Beijei, beijei, beijei, transei, transei, transei... Reatei com uma amiga muito querida e muito distante mas não conheci o filho dela. Conheci muita gente. Não viajei. Comprei passagens pra França e pedi demissão. Decidi ser escritora. Apliquei pra uma grana da ONU. Não descobri se consegui ou não. Fiz mil projetos. Fiz mil amizades. Fui pra Santos e Guarujá. Bebi até cair. Esqueci algo sobre certa melancia. Fiquei de ressaca. Comemorei meu aniversário com direito a tudo que podia - e o que não podia. Conheci adolescentes maravilhosos que não mereciam o título de "alunos" pois me ensinaram muito mais do que eu ensinei pra eles. Quis continuar sendo teacher destes adolescentes, mas não podia. Quis que esses adolescentes fizessem algo pra mudar o mundo, mas por enquanto não fizeram. Conheci outros que estão fazendo e me apaixonei. Revivi um passado de luta, mobilização, interesse, juventude. Voltei a ser jovem porque me tornei mais adulta. Desaprendi a paquerar. Reaprendi e já estou mais satisfeita. Escutei o relato mais belo do mundo de alguém que quis morrer. Peguei bebês no colo, com os quais compartilho algum DNA. Sorri. Gargalhei. Bebi vinho e comi pizza depois do trabalho pra fechar o dia com chave de ouro. Gastei mais do que iria ganhar. Reequlibrei minha contas. Guardei dinheiro. Achei que realmente dinheiro não é o meu objetivo. Senti falta dele ao mesmo tempo. Joguei na Mega-Sena da virada e não ganhei. Escrevi sobre viagens. Escrevi poemas. Escrevi contos. Deixei alguns inacabados pra 2009. Não ganhei um concurso de roteiros. Fui elogiada, xingada, criticada, incomodada, provocada. Amei e fui amada.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: Xrever 2009X
E amanhã, não percam: X010110X
Dia gostoso. Uma conversinha rápida com a Kikks (L) no telefone me fez olhar muita coisa. E ver que vai ficar tudo bem, tudo bem, tuuudo beeemmm.... (dizia Renato Russo na música "Giz" de sua saudosa Legião Urbana)
É como se outra música, Hey Jude, dos Beatles, tivesse sido cantada pra mim o tempo inteiro e só agora eu resolvi ouvir de verdade; acompanhem essa tradução-relâmpago sem métrica nem rima, mas como todo o significado:
[pra quem não conhece a história, "Jude" é o Julian, filho do John Lennon; quem escreveu essa foi o Paul]
Hey Jude don't make it bad
Ei, Jude, não faça disso ainda pior
Take a sad song and make it better
Pegue uma canção triste e faça-a ficar melhor
Remember to let her into your heart
Lembre-se de deixá-la entrar em seu coração
Then you can start to make it better
E só aí você pode começar a fazer melhor
Hey Jude don't be afraid
Ei, Jude, não tenha medo
You were made to go out and get her
Você nasceu pra ir atrás dela e pegá-la
The minute you let her under your skin
No minuto que você deixa-a penetrar em sua pele
Then you begin to make it better
Você pode começar a fazer melhor
And any time you feel the pain, Hey Jude, refrain
E cada vez que isso doer, ei, Jude, se segure
Don't carry the world upon your shoulders
Não carregue o mundo nos teus ombros
For well you know that it's a fool who plays it cool
Pois bem você sabe que é um tonto quem paga uma de bacana
By making his world a little colder
Quando na verdade está fazendo um mundo mais frio
Na na na na na
na na na na
Hey Jude don't let me down
Ei, Jude, não me desaponte
You have found her now go and get her
Você já a achou, agora agarre-a
Remember to let her into your heart
Lembre-se de deixá-la entrar em seu coração
Then you can start to make it better
Pra começar a fazer tudo melhor
So let it out and let it in
Então deixe entrar e sair
Hey Jude begin
Ei, Jude, pode começar
You're waiting for someone to perform with
Você está esperando alguém pra atuar com você
And don't you know that it's just you
Mas você não sabe que o lance é você?
Hey Jude you'll do
Ei, Jude, você consegue
The movement you need is on your shoulder
O movimento que você precisa está nos seus ombros
Tá bom que às vezes parece livro de auto-ajuda. Mas é isso. Hoje estou com os ombros livres. Acho que descobri o tal movimento de que eles estavam falando nessa letra aparentemente maluca e totalmente significativa na minha vida agora. Mantenho uma relação emocional com as músicas - as mais importantes são aquelas que vivi. Vocês também?
Consegui fazer exercícios de manhã. Vitória!
Tive uma tarde muuuuito agradável embaixo de chuva papeando com o Otávio entre apertos, beijocas e carinhos. Me pegou pensando sobre relacionamentos mais tarde, essa tarde gostosa de hoje. Com ele agora está tudo bem. Se ele ligar, está tudo bem. Se ele não ligar, está tudo bem. Se transamos, está tudo bem. Se não transamos, está tudo bem. Se nos vemos, está tudo bem. Se não nos vemos, está tudo bem. Assim, leve.
Comecei a pensar se essa leveza toda não advém do fato de justamente não sermos nem pretendermos ser (pelo menos pelos próximos meses) "namorados". Mas aí, caramba, o que que é então ser namorado e porque isto me parece tão melhor do que carregar o peso deste título? [Confesso que o livro da Elizabeth Gilbert anda fazendo bastante diferença nessas reflexões]
Assim é bom. Ele não é meu namorado, eu não sou namorada dele mas quando estamos juntos nós "namoramos". É simples, bom, leve, despreocupado. Neste momento é muito conveniente também, vale lembrar, pra nós dois. Qual seria a diferença se eu o chamasse de "meu namorado"? Seríamos fiéis e monogâmicos um ao outro? Não necessariamente. Eu esperaria que ele fosse mais companheiro e que nos víssemos com mais frequência? Mas por que eu precisaria esperar que ele fosse mais companheiro e que nos víssemos com mais frequência? Pombas, não é como se isso fosse virar um casamento, oras! (ainda bem pois eu ainda nutro certo pavor dessa palavra e dessa idéia - casamento)
Lendo o livro da E. Gilbert e conversando com a E.Kikks é que hoje comecei a perceber estas coisas. Acho que um dia escreverei um livro, minha obra-prima, justamente sobre relacionamentos. Não vai ser auto-ajuda, vai ser uma crítica aos padrões e modelos de relacionamento e comunidades sociais ("microsociedades" emprestando o termo de um bixo de economia da PUC que acha que foi o primeiro do mundo a pensar nisso) que nutrimos. E que nos matam porque não podemos seguir.
Depois da Retrospectiva 2009 da Globo, me despeço mais ou menos deste ano insano, encrencado, com planetas retrógrados no meu céu, bizarro, mas ao mesmo tempo cheio de conquistas muito importantes na minha vida pessoal. Provavelmente só vou escrever agora no dia 01/01/10 [olha que data emblemática], depois da festejação total de uma nova era. Pelo menos na minha vida, senão para o mundo.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: Xpensar sobre relacionamentosX
E amanhã, não percam: Xconsigo manter a leveza do Jude?X
Acordei com uma idéia fixa: meu livro de contos, meu livro de sociologia. Não consegui trabalhar em nenhum dos dois. Encanei que tinha que ir na academia. Desci mas estava cheia. Acabei indo no cinema. Pombas!
Estou tentando trabalhar nas minhas resoluções de ano-novo. Acho elas superimportantes para os primeiros meses do ano. Me dá um gás.
(apesar de que normalmente depois disso nem lembro mais delas)
Uma delas é fazer pelo menos uma hora de esteira por dia. Detesto academia mas é de graça pra mim e não tenho que sair de casa então vai essa mesma. A outra é conseguir sair de casa no ano que vem. A outra é voltar a comer menos fora e mais em casa, voltar a dedicar algum tempo pra cozinhar. Outra é conseguir uma bolsa FAPESP de mestrado. Outra é conseguir manter minha renda razoavelmente. Não parar a terapia mesmo que tenha que diminuir por causa da grana. Conseguir vender meu carro. Viver relacionamentos leves. Publicar meu primeiro livro. Registrar meu roteiro e produzi-lo. Participar do Congresso Mundial da Juventude na Turquia (meio caminho andado aqui).
Acho que chega né? Mais que isso é capaz de ficar insustentável.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: Xtentativas auto-frustradasX
E amanhã, não percam: Xdia de passeioX
Sabe aquela história de julgar o livro pela capa e blablabla? Literalmente aconteceu comigo.
Ganhei de aniversário da Flávia, amiga querida, um livro em inglês: "Eat, Pray, Love" (Comer, Rezar, Amar). Já tinha passado por este livro várias vezes nas estantes das livrarias e sempre o olhei com desprezo. Best-seller. Credo. Nunca vou tocar nisso. Acho que deixava este preconceito tão claro que quando ela me deu ainda disse: "Considere que é um livro pra relaxar, etc."
A Carol também leu e tinha dito que era bacana. Um dia, nestas férias, resolvi abrir e começar. Na introdução tudo já pareceu mais interessantes que o título e a capa. Li, li, li, li, li... E honestamente estou adorando. A autora, Elisabeth Gilbert, é simplesmente brilhante em seu jeito de escrever. As imagens que ela usa pra ilustrar sentimentos e momentos pelos quais pelo menos a maioria das mulheres já passou são fantásticas. Me sinto absolutamente identificada embora nunca tenha passado por um divórcio. Juro, é fenomenal. Estou muito contente com o presente (brigaduuu Flaviaaa). Hoje li mais um pouco dele e recomendo.
A autora, num momento de crise em sua vida, decide tirar um ano e fazer uma viagem para a Itália, para experimentar uma cultura de prazer, para a Índia, onde quer viver uma cultura de devoção espiritual e finalmente para a Indonésia onde o contato com um médico tradicional balinês promete abrir-lhe portas para conseguir equilibrar o mundano-material-prazer com o devoto-espiritual. O livro é basicamente o relato emotivo-factual de todo o processo. É incrível. Sei que estou repetitiva mas é que me surpreendeu positivamente demais.
Além disso, hoje consegui tirar um tempo para organizar minha viagem um pouco melhor. Como comentei antes no blog, meus relatos da viagem serão postados sempre no Mochilão Social Sustentável. Quando eu estiver lá postarei textos mais reflexivos aqui e o diário de viagens lá, sempre linkando um ao outro, para vocês saberem direitinho como está minha viagem! Prometo! :) Fiz uma listinha de aproximadamente vinte coisas que quero fazer em Paris.
A Érika já está a postos pra me ajudar a redesenhar a lista! Êba!
Amanhã acho que vou trocar uma idéia com o Ricardinho sobre umas possíveis parcerias pro Fórum Mundial de Jovens Escoteiros em 2011 (Floripa!).
Marília's back.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: Xme organizar, resolver uns assuntos com o OtavioX
E amanhã, não percam: Xvida agitada intelectualmenteX
Parece antiquado, mas não há lema melhor para minha vida. Este será o título de um dos meus livros. Vocês hão de ver. Hoje foi um dia difícil, uma discussão chata com a mãe, um almoço bom, uma compra de vestidos entediante. Faltou luz, não estava com sono. Aí voltou e ficou melhor. Falei com vários queridos demais - Ramon, Otávio, João, Mazoka. Quatro queridíssimos. Foi bom. Não sei exatamente quando verei nenhum deles mas espero que antes de viajar. O João só quando eu estiver lá.
Fiquei pensando no texto da Danuza Leão que saiu hoje na folha. Está lá no Melhor de Quatro, porque me identifiquei demais. Leiam e entenderão.
Foi um dia tranquilo. Deu pra descansar. Escrevi mais uma parte do meu longo conto chamado "Greve" que faz parte do "Às Seis da Tarde com Uma Xícara de Chá".
Retomo um monte de projetos importantes, mas preciso de atividade sexual, que me ajuda a pensar. :)
Sem falar que é mó gostoso.
Darei um jeito.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: XmãeX
E amanhã, não percam: XreencontrosX
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