Então no final das contas eu me apaixonei sim. Depois de uns dias nos falando online; depois de sentir saudade e mais e mais vontade de estar com ele na segunda-feira, na terça eu parti. Terça-feira no final da tarde fui pra casa dele. Cheguei mais cedo, peguei ele desprevenido. E vi a surpresa que ele estava me preparando:
Lá pelas tantas, foi até a cozinha. Preparou filés de truta grelhados com molho agridoce de frutas e arroz. Abriu um vinho branco português delicioso. Colocou a mesa no quarto dele, apagou as luzes e acendeu velas. Deixou um disco que ele gravou (ele faz produção musical, captação, edição e mixagem de som, além de ser músico) de uma banda tocando Piazzolla. Jantamos conversando, nos curtindo, bebendo, rindo. Eu tontinha de tão in love. E falamos de música, de cinema, de religião, de política. E nos apaixonamos mais.
Certa hora na madrugada ele me perguntou quais eram meus planos. Pra ele. Hesitei. Me fiz a mesma pergunta. Senti meu coração bater forte, Forte, FOrte, FORte, FORTe, FORTE, FORTE, FORTE! Sim. Eu queria continuar ali, com ele. Mais aquela e mais outras vezes. Outras vezes muitas. Queria que ele conhecesse meus amigos. Queria que ele soubesse da minha vida. Queria que ele conhecesse minha mãe, meus irmãos, meus pais, meus primos, minhas história. Queria conhecer a vida dele. Queria participar. Disse tudo isso pra ele. Abraçada com ele virei de costas.
Aí um segundo pensamento me ocorreu. Oras, se eu queria tudo isso eu queria mesmo era estar com ele. É isso então que chamam namoro, quando todas estas vontades ficam públicas confortavelmente? Sem medo, sem pavor, sem preconceito? Resolvi tentar.
- Gatinho, você não quer ser meu namorado? - eu disse, sem olhar pra trás.
E ele:
- Você está falando sério?
E eu:
- Claro.
E ele:
- Diz de novo olhando pra mim. Quero ver se você está falando sério.
Por algum motivo ele não acreditou de primeira. Ou não quis correr o risco caso fosse uma piada. Ou simplesmente queria me olhar nos olhos. Não sei. Mas me virei e repeti a pergunta: "Gatinho, você não quer ser meu namorado". Ele ainda perguntou se eu estava falando sério MESMO. Aí eu dei uma de joão-sem-braço e mandei um "ok, não precisa acreditar, não precisa fugir da resposta...". Estratégico. Ele me fez um carinho, me olhou bem dentro dos olhos. E disse:
- É o que eu mais quero. Estava respeitando o seu tempo. Mas eu já queria. Quero. Quer ser minha namorada?
E eu, óbvio:
- Quero. Quero. Quero... Queroqueroqueroquero. Queeeero. Só quero.
Na madrugada de terça (#271) pra quarta (#272) nos tornamos namorados. Entendemos entre nós mesmos que queremos dividir parte de nossas vidas. Quem sabe um dia até quase a vida toda. Quarta de manhã almoçamos juntos. Tive uma aula online, já que a professora tinha quebrado o pé. Enquanto eu pensava e discursava sobre metodologia de pesquisa, programas explicativos, hipóteses e testes de idéias, construção dos argumentos, etc. ele tocava violão, mixava músicas, me fazia massagem, me trazia água. Depois ainda tinha trabalho da inscrição do projeto para um grant da ONU. Kikkss mandou muito bem e salvou a parada. Ele fez minha receita de lasanha enquanto eu ensaiava com minha nova banda, Luz Del Fuego. Ficou delícia. E tomamos sorvete de flocos aos litros. Quase não dormimos.
Na quinta éramos já felizes namorados enamorados. Eu me preparei pra ir embora depois da aula. Mas o suposto carona desmarcou em cima da hora. Voltei pra casa do Gatinho. Terminei a inscrição do grant da ONU. OBA! Ficamos juntos ainda mais; comemos pizza (reparem que o cardápio da semana foi SENSACIONAL!). Sexta (#274) cedo voltei pra casa.
Ia sair com a Cacá, queridíssima, pra trocar fofocations. Mas esta bagunça emocional deliciosa me atrasou um pouco a vida prática. É fato. Ia também voltar pra Campinas no sábado. Só que acabei fazendo uma lista de trabalho "atrasado" ou semi-atrasado pra fazer. E choquei. Atualizar o blog estava entre as tarefas. Ufa. Já atualizei o Mulher Alternativa, agora só falta esse aqui. Depois tem lição de francês (aaaai), mestrado e outras alternativas pra ganhar a vida por aí... :)
Baladas ficarão para a próxima semana. Escolhas são escolhas.
Lá pelas tantas, foi até a cozinha. Preparou filés de truta grelhados com molho agridoce de frutas e arroz. Abriu um vinho branco português delicioso. Colocou a mesa no quarto dele, apagou as luzes e acendeu velas. Deixou um disco que ele gravou (ele faz produção musical, captação, edição e mixagem de som, além de ser músico) de uma banda tocando Piazzolla. Jantamos conversando, nos curtindo, bebendo, rindo. Eu tontinha de tão in love. E falamos de música, de cinema, de religião, de política. E nos apaixonamos mais.
Certa hora na madrugada ele me perguntou quais eram meus planos. Pra ele. Hesitei. Me fiz a mesma pergunta. Senti meu coração bater forte, Forte, FOrte, FORte, FORTe, FORTE, FORTE, FORTE! Sim. Eu queria continuar ali, com ele. Mais aquela e mais outras vezes. Outras vezes muitas. Queria que ele conhecesse meus amigos. Queria que ele soubesse da minha vida. Queria que ele conhecesse minha mãe, meus irmãos, meus pais, meus primos, minhas história. Queria conhecer a vida dele. Queria participar. Disse tudo isso pra ele. Abraçada com ele virei de costas.
Aí um segundo pensamento me ocorreu. Oras, se eu queria tudo isso eu queria mesmo era estar com ele. É isso então que chamam namoro, quando todas estas vontades ficam públicas confortavelmente? Sem medo, sem pavor, sem preconceito? Resolvi tentar.
- Gatinho, você não quer ser meu namorado? - eu disse, sem olhar pra trás.
E ele:
- Você está falando sério?
E eu:
- Claro.
E ele:
- Diz de novo olhando pra mim. Quero ver se você está falando sério.
Por algum motivo ele não acreditou de primeira. Ou não quis correr o risco caso fosse uma piada. Ou simplesmente queria me olhar nos olhos. Não sei. Mas me virei e repeti a pergunta: "Gatinho, você não quer ser meu namorado". Ele ainda perguntou se eu estava falando sério MESMO. Aí eu dei uma de joão-sem-braço e mandei um "ok, não precisa acreditar, não precisa fugir da resposta...". Estratégico. Ele me fez um carinho, me olhou bem dentro dos olhos. E disse:
- É o que eu mais quero. Estava respeitando o seu tempo. Mas eu já queria. Quero. Quer ser minha namorada?
E eu, óbvio:
- Quero. Quero. Quero... Queroqueroqueroquero. Queeeero. Só quero.
Na madrugada de terça (#271) pra quarta (#272) nos tornamos namorados. Entendemos entre nós mesmos que queremos dividir parte de nossas vidas. Quem sabe um dia até quase a vida toda. Quarta de manhã almoçamos juntos. Tive uma aula online, já que a professora tinha quebrado o pé. Enquanto eu pensava e discursava sobre metodologia de pesquisa, programas explicativos, hipóteses e testes de idéias, construção dos argumentos, etc. ele tocava violão, mixava músicas, me fazia massagem, me trazia água. Depois ainda tinha trabalho da inscrição do projeto para um grant da ONU. Kikkss mandou muito bem e salvou a parada. Ele fez minha receita de lasanha enquanto eu ensaiava com minha nova banda, Luz Del Fuego. Ficou delícia. E tomamos sorvete de flocos aos litros. Quase não dormimos.
Na quinta éramos já felizes namorados enamorados. Eu me preparei pra ir embora depois da aula. Mas o suposto carona desmarcou em cima da hora. Voltei pra casa do Gatinho. Terminei a inscrição do grant da ONU. OBA! Ficamos juntos ainda mais; comemos pizza (reparem que o cardápio da semana foi SENSACIONAL!). Sexta (#274) cedo voltei pra casa.
Ia sair com a Cacá, queridíssima, pra trocar fofocations. Mas esta bagunça emocional deliciosa me atrasou um pouco a vida prática. É fato. Ia também voltar pra Campinas no sábado. Só que acabei fazendo uma lista de trabalho "atrasado" ou semi-atrasado pra fazer. E choquei. Atualizar o blog estava entre as tarefas. Ufa. Já atualizei o Mulher Alternativa, agora só falta esse aqui. Depois tem lição de francês (aaaai), mestrado e outras alternativas pra ganhar a vida por aí... :)
Baladas ficarão para a próxima semana. Escolhas são escolhas.
Do meu quarto cor-de-rosa, Até amanhã,
Mari Moscou
O maior desafio de hoje foi: X atualizar trabalho X
E amanhã, não percam: X correria profissional X


1 comentários até agora... dá o seu?:
Eita, que post bonito! Poxa, eu entro aqui vez ou outra e nunca deixo comentário, mas hj fiquei com vontade de te escrever. Lembra de mim, Flor de Liz, do Love Hurts? É, meu projeto de 30 dias fracassou, mas esqueci o fulaninho tempos depois, sem nem sentir ou perceber. E agora já posso usar meu nome de verdade e pensar em outras coisas que gosto. Terminei o mestrado e vc passou! Aliás, parabéns!!O que precisar estamos aí. Putz, e esse seu post me deu uma FOME. hahahah. beijão
Postar um comentário